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No Brasil,
quando falamos em inverno a imagem que criamos é muito mais agradável do que
uma paisagem coberta de neve, árvores com galhos secos e desfolhados e
ausência completa de flores. Com os devidos cuidados, as plantas dos jardins e
dos vasos podem resistir bem aos efeitos do frio, chegando bonitas e sadias na
primavera. Além disso, muitas espécies enfeitam e colorem nosso inverno, pois
florescem nesta época.
As plantas de interior devem ter suas regas reduzidas. Nesta época do ano, com
a redução do calor, diminui também a necessidade de água nas plantas. Todo o
excesso de umidade acaba sendo convertido em problemas: apodrecimento das
raízes, proliferação de fungos e insetos sugadores, etc.
Quanto às adubações, são recomendadas apenas para as plantas que se
desenvolvem e florescem no inverno. Árvores, arbustos e cercas-vivas podem ser
podados nesta época, desde que não estejam florindo. O período também é bom
para fazer o transplante de trepadeiras, arbustos e árvores que estiverem em
seu período de dormência. Em julho e agosto, as roseiras devem ser podadas e
adubadas com adubo orgânico. É a chamada poda anual das roseiras. A sabedoria
popular afirma, que o período mais propício para a poda, é a lua minguante,
quando o fluxo de energia da planta se volta para as raízes (na dúvida, não
custa tentar). Em regiões mais frias, é recomendável aguardar a passagem das
geadas sendo, portanto, o final do inverno o período mais indicado. Já nas
regiões mais quentes, onde as geadas são quase raras, a poda pode ser feita no
mês de julho. De qualquer forma, é importante saber que as podas são muito
importantes para as roseiras, para incentivar o surgimento de novos brotos e
aumentar a floração. E atenção: o corte deve ser feito em diagonal, sempre 1
cm acima da gema mais próxima. E ainda falando sobre as roseiras, por ocasião
da poda recomenda-se uma adubação, aplicando a seguinte mistura: 20 litros de
esterco curtido ou composto orgânico, 200 g de farinha de osso e 100 g de
torta de mamona. Espalhe a mistura em volta das plantas e incorpórea ao solo.
Gramados
Um capítulo à parte. Muita gente fica preocupada com o gramado durante o
inverno e, às vezes, exagera nos cuidados. Nos meses frios, a grama merece
realmente alguns cuidados: limpeza, aeração e cobertura, mas sem dramas!
1. Limpeza: Deve começar com a retirada das ervas daninhas, de preferência
manualmente para que sejam extirpadas as raízes. Depois disso, a grama pode
ser aparada.
2. Aeração: Após o corte, é recomendável recolher o excesso de aparas, pois
durante o inverno é preciso garantir a aeração do gramado. Retire os restos do
corte com um ancinho ou uma vassoura de arame, a tarefa vai melhorar a aeração
e a luminosidade e, ainda, diminuir a temperatura e umidade junto à grama,
fatores que facilitam o surgimento de doenças. Outra medida que contribui para
aumentar a circulação de ar entre as raízes da grama é fazer perfurações finas
e profundas no solo, manualmente, usando uma ferramenta apropriada. É preciso,
entretanto, tomar cuidado para não perfurar e danificar demais as folhas.
3. Cobertura: Em algumas regiões onde o inverno não é muito rigoroso,
costuma-se dispensar a cobertura do gramado. Entretanto a prática não é
indicada apenas como proteção contra o frio e geadas. A cobertura com terra
vegetal incorpora ao solo alguns nutrientes e também ajuda a nivelar o
gramado, cobrindo eventuais buracos.
Não é preciso adicionar adubo à terra, nesta época a grama está em estado de
repouso e a adubação não será bem aproveitada. Também não é preciso “soterrar’
a grama: uma camada de no máximo 1 cm de altura é suficiente para cumprir a
função. Caso o gramado apresente falhas, aproveite para corrigi-Ias antes da
cobertura, completando as áreas com pedaços de placas de grama da mesma
espécie. Após a cobertura, regue o gramado para ajudar a incorporar a terra.
* Artigo reproduzido do site
www.paisagismobrasil.com.br
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